quinta-feira, 30 de abril de 2009

PCP converteu-se ao Catolicismo!?!?


O PCP dá um sinal de abertura com a procura de diálogo com a Igreja.

É assim que descrevo aquilo que pensaria ser, até hoje, uma coisa quase que impossível. Parece-me importante que o PCP, numa altura em que protagoniza uma clara alternativa politica e proclama uma ruptura com o estado em que a direita portuguesa está a deixar o pais, deixe claro que existem mais que razões para que católicos e Igreja se juntem à exigência de uma nova politica, que é possível uma caminhada em conjunto em torno das grandes questões sociais, que há um papel a desempenhar na defesa de quem trabalha, de quem mais precisa nesta conjuntura de crise que atravessamos com o compromisso de denunciando a grave situação social lutar pela dignidade humana.

notícia: PCP e Igreja convergem - RTP - 30 Abril '09 

Coisas estranhas ou nem tanto...

O candidato do BE à Câmara Municipal de Setúbal, Albérico Afonso, em entrevista ao Setúbal na Rede, afirma que «pretende aproveitar as oportunidades potenciadas pelos valores endógenos da cidade», mas na sessão de ontem da Assembleia Municipal classificou de chauvinista e proteccionista a recomendação à Câmara Municipal para que, progressivamente, fosse optando preferencialmente por produtos da Região para abastecer as cantinas e refeitórios das escolas e dos trabalhadores da autarquia.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Quem come o frango que pague a crise!

Enquanto a generalidade dos portugueses está a sofrer com a crise, quando cada vez mais gente fica com mais contas para pagar do que salário ou até já do credito na sua conta bancária, outros sobem os seus rendimentos e totalizam 141,6 milhões de euros de lucro só nestes primeiros 3 meses do ano (O resultado líquido do Santander Totta cresceu 1 por cento ascendendo a 141,6 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano).

É pouco, apenas 1% dirão os entendidos, afinal estamos todos a atravessar dias de crise. A questão está em quem argumenta com a crise para defender o aperto do cinto aos trabalhadores, aos pensionistas e reformados, à retirada de direitos, liberdades e garantias a quem menos tem e pode, é ao mesmo tempo quem vai fazendo o jeitinho aos seus amigos e patrões, aos grandes grupos económicos, ou seja o boy Sócrates e os seus boys.

Nesta crise alguns vão dizendo que nem tudo vai assim tão mal, fazendo-me lembrar a piada do frango – somos duas pessoas e temos um frango para comer, se eu comer o frango todo e tu nada, estatisticamente tu comeste metade.

Quem vive do rendimento da sua força de trabalho esta a dar a sua metade do frango a estes senhores do poder capitalista que contam com o serviço do poder político para que possam comer o frango todo. 

Nós, europeus, não ligamos muito a datas

Nós, europeus, parece que temos dúvidas quanto à data da adesão de Portugal à CEE.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Arquitectos há muitos...

(O Distrito)

As pessoas não se definem pelos títulos académicos, mas porque é que uma arquitecta é chamada pelo nome e um senhor que projeta campos de golfe é tratado como arquitecto?

Ele é independente e não se fala mais nisso!

Na entrevista de Jorge Santana a «O Distrito»:

«Foi o Vitoria de Setúbal que me pôs nesta situação de me candidatar à Câmara de Setúbal, (…), Vou ganhar a Câmara Municipal de Setúbal»;

«Eu sou independente, muito independente...».

Para além das questões de fé e da crença na vitória eleitoral, vale a pena ver como este candidato foge de qualquer conotação com o PSD e tenta sempre aproveitar-se do Vitória Futebol Clube para tentar ganhar uns votos.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

É só rir!

«“Faço um apelo, é altura de Setúbal se livrar das “ dores” que tem e, ter um caminho mais feliz para toda a cidade e população”, disse o Eurodeputado socialista Joel Hasse Ferreira»

A utilização deste trocadilho com o nome da Presidente de Câmara diz tudo sobre estes senhores, a sua inteligência e criatividade.

Que humor tão fino e subtil, que comédia e que intelecto tão surpreendente, quem se lembraria de tal piada?

Assim, está bem, uma oposição irreverente... 

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Ficam as questões...

 “As pessoas estão desanimadas e desinteressadas”, afirma Teresa Almeida, que explica ainda que tal situação se deve apenas “à degradação económica e social em Setúbal”, dado que “os políticos não têm sabido explorar as potencialidades desta região”, in Setúbal na Rede.

A candidata «socialista» confirma assim aquilo que muitos cidadãos da região e as suas autarquias têm dito ao longo das últimas décadas, Setúbal, cidade e região, foi esquecida e abandonada à sua sorte, verificando-se um profundo desequilíbrio entre aquilo que contribui para o enriquecimento do País e o que recebe deste, resultando o seu desenvolvimento e a melhoria das condições de vida quase única e exclusivamente da acção das suas gentes e instituições.

Outro dado interessante que retiro destas afirmações é o reconhecimento da degradação económica e social em Setúbal, fruto de políticas e de um modelo de desenvolvimento que não corresponde às necessidades e, pelo contrário, promoveu a exclusão e o empobrecimento de largas camadas da população, colocando-se a questão à candidata: só descobriu isto agora? Ou quando era Governadora Civil do Distrito de Setúbal e, portanto, representante do Governo na Região, já se tinha dado conta da situação? Que medidas tomou, como confrontou o seu Governo com essa situação? Alguma vez exigiu uma alteração de políticas? E considera que alguma vez foi capaz de explorar as pontencialidades desta região, quer como Governandora, quer como Vereadora?

Muito Photoshop, Pouca Verdade

Teresa Almeida tem um rosto expressivo, ninguém o negará; e, talvez por isso, tenha ficado supreendido com a escolha da imagem de campanha, uma fotografia da candidata muito trabalhada digitalmente, inexpressiva, rígida, sem as marcas que dão vida aos rostos, ou seja, os melhoramentos digitais acabaram por ser, na minha opinião, «pioramentos».

No plano estético gostos são gostos, mas a imagem escolhida pelo PS em Setúbal faz-me perguntar se a imagem da campanha não estará a cargo de um qualquer opositor interno à candidata?

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Leitor Identificado

Ainda na edição de hoje de «O Setubalense» é publicado um artigo de opinião, sob o título “Liberdade de Imprensa”, curiosamente assinado por um “Leitor Identificado” que não se quer identificar.

Neste artigo, o “Leitor Identificado”, um homem ligado à informação, relata-nos estranhas situações passadas nas sessões da Câmara Municipal de Setúbal.

Numas dessas situações, estranhamente, a Presidente da Câmara pede a uma jornalista que grave a sua intervenção em que responde às questões levantadas pela oposição e que tinham sido gravadas pela jornalista de braço no ar, junto às colunas de som.

Na outra situação, mais estranha ainda, a Presidente de Câmara responde a um Vereador dizendo que no tempo do Mata Cáceres não havia necessidade de Boletim Municipal, pois este considerava que tinha «O Setubalense» à disposição para informar sobre a actividade do Município, e que hoje não existindo essa relação com os órgãos de comunicação social locais, nem considerando que o papel destes seja o de estar ao serviço do Município, é de toda a importância que a Câmara Municipal cumpra uma das suas funções primordiais, a de dar conhecimento aos munícipes da actividade que realiza, criando veículos de informação acessíveis ao todos, neste caso, o Boletim Municipal.

Claro que para o “Leitor Identificado”, isto confirma a tese da oposição e o facto de a Câmara Municipal publicar um Boletim Municipal onde dá nota das principais actividades que realiza incomoda muita gente, até porque muitos gostavam que parte dessa actividade fosse silenciada, dando a ideia de que nada se faz.

O “Leitor Identificado”, considerando isto um ataque às opções e à liberdade do jornal «O Setubalense», afirma que quem se sentir lesado ou entender parcial a sua cobertura da vida local pode sempre ao abrigo do direito de resposta repor a verdade. Sobre esta afirmação, dois comentários, não me parece que do próprio relato feito surja qualquer ataque à liberdade de imprensa; sobre a forma como «O Setubalense» trata o direito de resposta, legalmente consagrado, eu não me recordo de ver nenhum direito de resposta crítico em relação ao jornal publicado, mas passemos à frente… 

Relativamente, a algumas questões que o Leitor Identificado deixa fica-se com uma certeza, a sua preocupação central é a de acabar com o Boletim Municipal, considerando um boletim informativo como outro órgão de comunicação social qualquer, entendendo que uma autarquia não tem o direito e a obrigação de informar os seus munícipes sobre a sua actividade, prestando contas do trabalho que desenvolve.

Falando de Abril e da Liberdade, esquece o Leitor Identificado, que foi Abril e a Liberdade que trouxeram o Poder Local Democrático, que trouxeram a obrigação dos eleitos locais prestarem contas da sua actividade, que trouxeram a liberdade de imprensa e com ela a responsabilidade dos profissionais da imprensa distinguirem factos e opiniões.  

Da leitura de «O Setubalense»

Hoje, quarta-feira, é dia de «O Setubalense» estar nas bancas.

Da edição de hoje aconselho a leitura de duas ou três peças do jornalismo feito à moda da nossa terra.

Uma primeira, sobre o facto de a representação da Península de Tróia na nova Fonte dos Golfinhos estar ao contrário, num claro erro de execução da obra em questão.

Mas, aquilo que seria uma simples «notícia», rapidamente se transforma numa peça acusatória: «Será que ainda ninguém reparou…?»; «Nem sequer os responsáveis da Câmara Municipal que deveriam estar em cima do acontecimento?»; «Isto revela o pouco caso que esses responsáveis dedicam às coisas de Setúbal. O Polis está à vontade para fazer todas as experiências que “lhe dá na cabeça”».

De facto, nesta cidade, salva-se «O Setubalense» sempre atento a estas coisas.


Uma segunda, sobre o facto da Câmara Municipal de Grândola e o seu Presidente (esse sim, um verdadeiro herói de ideias brilhantes) ter decidido comemorar Abril e a Revolução juntando três ilustres figuras: Ramalho Eanes, Belmiro de Azevedo e Pacheco Pereira.

Sobre este facto, já «O Setubalense» não tece qualquer comentário mais afiado, pelo contrário, dá-nos uma ideia da importância dos referidos convidados, todos eles homens de Abril tal como o anfitrião.

Face à notícia e à iniciativa em causa importava perguntar à Câmara Municipal de Grândola o que está a festejar, o 25 de Abril ou o 25 de Novembro?

Comemorar a Revolução, em Grândola, com um militar do 25 de Novembro, com um grande capitalista e com um eurodeputado do PSD e ex-esquerdista, só pode ser tido como uma provocação aos Homens e Mulheres que fizeram Abril e uma ofensa a Grândola Vila Morena.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Nós, europeus...

«Realmente, na União Europeia, faltam as lideranças políticas responsáveis, porque as actuais se recusam a perceber as causas da crise e as soluções possíveis»;

«Sucede que a actual crise - para poder ser vencida, e está longe de o ser - requer políticas de Esquerda»

Mário Soares, in Público

O que diz o PS sobre estas palavras?

E o quem dizem estas palavras sobre o PS?

A Crise, o Comércio e o Estacionamento

Ainda «O Setubalense»… Desta vez na 1ª página…

De acordo com «O Setubalense», os comerciantes da baixa de Setúbal queixam-se com a falta de clientes, pois estes não têm onde estacionar na Av. Luísa Todi, em consequência da concretização do projecto POLIS (ou do que dele foi possível concretizar atendendo às exigências da maioria PS-PSD na Câmara Municipal).

A falta de clientes e a consequente quebra no consumo sente-se um pouco por todo o País e nos mais diversos sectores de actividade, atingidos por uma crise global que afecta o poder de compra dos portugueses, atirando muitos para situações de pobreza e exclusão social.

Mas, em Setúbal, a crise tem uma explicação local, a gestão CDU e as obras do POLIS.

Aliás, quando muitas cidades europeias apostam na interdição total ou parcial da circulação automóvel nos centros, apostando em transportes públicos, em parques de estacionamento periféricos, na diminuição do peso do factor automóvel na vida urbana, em Setúbal não se reclama nada disso, pelo contrário, exige-se um estacionamento à porta de cada estabelecimento, considerando que essa é a forma de sustentar o comércio e que esse modelo de cidade é sustentável.

Considero que não podem haver fundamentalismos nesta matéria, que importa analisar os impactos reais e ficcionados da diminuição de estacionamento, que importa reflectir uma estratégia de mobilidade e transportes para Setúbal, que importa comparar a situação dos comerciantes da baixa com outros comerciantes em zonas com mais facilidade de estacionamento e averiguar se também não sofreram uma diminuição de clientela, que importa pensar como funcionaria uma baixa sem automóveis dinamizada com o contributo dos comerciantes, com horários atractivos para os consumidores.

O que me parece de todo descabido é a utilização panfletária e pouco séria deste tipo de questão.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Critérios Jornalísticos

Cada jornal define livremente e por si os critérios jornalísticos pelos quais se orienta. 

Este é um direito reconhecido e sobre o qual nada há a dizer, mas sobre as opções de cada jornal também podem ser tecidas interrogações, comentários e críticas, não estando estes isentos ou a salvo de qualquer apreciação mais negativa por parte do leitor.

Esta introdução vem a propósito do jornal «O Setubalense», certamente, por critérios jornalísticos acima de qualquer suspeita, noticiar a decisão da Comissão Concelhia de Setúbal do PCP de recandidatar à Presidência da Câmara Municipal Maria das Dores Meira num topo da 6ª página da sua edição de 20 de Abril.

De facto, a confirmação deste nome e a indicação de um conjunto de outros nomes que constituirão a lista da CDU à Câmara Municipal não merece por parte de «O Setubalense» qualquer destaque.

Apesar de estarmos perante a indicação daquela que muito provavelmente será a composição do futuro executivo municipal, os critérios jornalísticos definidos pelo referido órgão de comunicação social preferem outras chamadas à 1ª página.

Paixão por Setúbal e pela ILEGALIDADE!



O PS em Setúbal, possivelmente ainda com hábitos da gestão Mata Cáceres da qual a sra. Almeida fez parte, manda a lei às malvas.

Neste caso a lei sobre a propaganda eleitoral, que é bem clara na proibição de uso de materiais de campanha que não sejam biodegradáveis.

Eu percebo que a sra. Almeida tenha a necessidade de fazer uma operação plástica tentando não ser reconhecida pelos setubalenses para que não lhe apontem as suas responsabilidades sobre o tempo em que foi vereadora da Câmara Municipal de Setúbal e governadora civil ( antes de fugir para Lisboa), mas não é preciso ir ao exagero de até os pendões serem de plástico...é que é ilegal! e conselho de Almeida: desista da operação plástica que os setubalenses não são parvos.

domingo, 19 de abril de 2009

Salários em atraso

Para se ver como afinal neste País há quem se preocupe com os salários em atraso.

Afinal, sempre se vão lembrando de pagar a factura!

O toque de mestre é terem-se lembrado de o fazer em Abril.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

25 de Abril Sempre! Fascismo Nunca Mais!!!

terça-feira, 14 de abril de 2009

È caso para nos questionarmos!


Ao ler o setubalense online, coisa que costumo fazer habitualmente, li num dos comentários a mais uma das “peças jornalísticas do Joãozinho” o seguinte:


“Lamento os inevitáveis inconvenientes desta obra, mas lamento ainda mais que O Setubalense, jornal de referência da nossa cidade, venha demonstrando uma prática que em nada o prestigia. É indisfarçável a atitude parcial - quase sempre do mesmo jornalista - sobre matérias da vida da cidade. Querendo, pode ser usada pelos profissionais da comunicação social ou outros a figura do artigo de opinião. Já o que não é aceitável é que se utilize a imagem idónea de um órgão de comunicação social para, ao abrigo de supostas notícias, fazer passar opiniões, avaliações e comentários pessoais. Ao O Setubalense exige-se mais rigor e profissionalismo!”


Penso que este amigo tem alguma razão, que temos vindo a assistir a um conjunto de comentários sob a capa de um suposto jornalismo isento, imparcial, defensor da liberdade e da democracia mas que quase sempre pende para o oportunismo eleitoral, para a opinião em vez da informação, para enaltecer o que há de mau e dar visibilidade à arruaça e ao mal dizer. É caso para questionar, não quem poderá tem a razão, mas quem quer com a sua opinião omitir os factos e contando apenas a sua versão da historia condicionar a opinião do leitor. É caso para perguntar será que é também candidato a autarca na nossa paróquia, será uma questão mais pessoal de desavença com alguém ou ganha por fora por cada ferro que espeta contra a cidade e em particular contra a autarquia?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Jorge Santana «O Independente Bem Assessorado»

Alguns comentários à entrevista de Jorge Santana da Silva, candidato do PSD à CMS, publicada no Setubalense:

«O meu partido é Setúbal», «não estou vinculado a nenhum partido e encaro este projecto com total isenção», porquê tanta necessidade de se demarcar do PSD? Já Fernando Negrão gritava em alto e bom som “eu sou independente”? Porque razão os candidatos do PSD nunca são do PSD? Saberão eles alguma coisa que nós não?

Sobre Teresa Almeida, candidata do PS, diz Jorge Santana que está «Inevitavelmente, ligada à desastrosa administração de Mata Cáceres. Contudo, quando for eleito, e se ela o entender, gostaria de contar com a sua ajuda», ou seja, o resultado da sua acção está à vista de todos, os resultados foram desastrosos, mas ainda assim conta com a sua ajuda.

Sobre o facto do anterior cabeça-de-lista do PSD não ter aceitado recandidatar-se, diz: «Dr. Fernando Negrão é um homem experiente, com uma carreira exemplar, e certamente decidiu de acordo com estes princípios», o que significará esta afirmação? Que um homem experiente e com carreira exemplar não se candidata à Câmara Municipal? Que um homem experiente e com carreira exemplar não aceita convites do PSD? Fico na dúvida.

Relativamente ao facto de ter sido Presidente do VFC: «É uma vantagem ter sido presidente do Vitória, no sentido que os vitorianos e os setubalenses atentos perceberam a minha idoneidade», longe de mim colocar a idoneidade de Jorge Santana em causa, mas que marcas deixou no Vitória? E como se conjuga este facto com as declarações de Paulo Calado, Presidente da Concelhia Social-Democrata, sobre Carlos Costa e a possibilidade deste ser o cabeça de lista, levantada pela Distrital do PSD, afirmando a necessidade imperativa de não misturar futebol e autarquias? Parece estranho, mas para o PSD talvez não.

Já esta afirmação: «É com o mesmo espírito que abordo a candidatura à CMS, combatendo os interesses negativos instaurados, desde os políticos aos partidários, e aproveitando quem de boa fé queira ajudar a desenvolver esta autarquia de acordo com os nossos objectivos», é poesia pura, demagogia em estado bruto, o político, o candidato, o cabeça-de-lista de um Partido que ataca a política e os Partidos. Ficamos a saber que, para Jorge Santana, políticos como ele e partidos como o PSD são interesses negativos instalados que importa combater. 

Para terminar: «Estou bem assessorado», diz o candidato do Partido que dia sim, dia sim, afirma que o problema principal da CMS são as assessorias e os assessores. Felizmente, o candidato do PSD está bem assessorado, vá-se lá compreender.

Centro de Saúde do Bonfim

O sempre criativo Secretariado da Comissão Política Concelhia de Setúbal do Partido Socialista, em comunicado à imprensa, vem dar conta da sua súbita preocupação com o Centro de Saúde do Bonfim (e não “de S. Julião” como referem) que serve as populações das freguesias de Sta. Maria e S. Julião.

Segundo o comunicado, o PS entende que a gestão comunista da Câmara Municipal de Setúbal despreza as populações e é responsável pela não resolução dos problemas decorrentes da instalação do Centro de Saúde do Bonfim num edifico sem as mínimas condições para o efeito.

 Para os «Socialistas» do nosso burgo, a responsabilidade pelo Serviço Nacional de Saúde não cabe ao Governo, ao Ministério da Saúde e à Administração Regional de Saúde, mas à autarquia que estaria obrigada a encontrar terreno para as novas instalações.

De facto, ao longo dos tempos, por incompetência dos sucessivos Governos temos assistido, por todo o País (em autarquias de todas as cores), a este fenómeno de serem as autarquias a ceder terrenos, a construir instalações, a suportar custos de serviços da Administração Central, mas isso não desresponsabiliza, nem pode servir para esconder o facto de que a competência é do Governo.

Aliás, no referido comunicado chega-se à brilhante conclusão de que as verbas para o Centro de Saúde do Bonfim só não foram inscritas em PIDDAC porque não havia comunicação/confirmação oficial da existência de terreno, como se isso fosse condição sine qua non, como se isso fosse requisito para a inscrição de verbas em PIDDAC.

Terá sido por isso que os deputados do PS, incluindo alguns Setubalenses, votaram contra a proposta de alteração ao PIDDAC, apresentada pelo Grupo Parlamentar do PCP, que previa o reforço de dotação da medida referente às Unidades de Saúde da Anunciada; Azeitão e Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra? Será por falta de indicação de terrenos pela Câmara Municipal de Setúbal?

Durante os 16 anos de gestão PS, incluindo aqueles em que a Sra. Almeida foi Vereadora do Urbanismo e aqueles em que a gestão PS da Câmara coincidia com Governos PS, não me consigo recordar de qualquer tomada de posição ou da indicação de um terreno por parte do criativo Secretariado da Comissão Política Concelhia de Setúbal do PS, nem dos seus eleitos.

Não reconhecer o papel que a Câmara Municipal e as Juntas de Sta. Maria e de S. Julião têm tido na denúncia desta questão e na proposta de solução é algo expectável em tempo de campanha eleitoral, mentir e deturpar a realidade, omitindo responsabilidades do PS local e nacional, não imputar ao Governo a total responsabilidade pela forma como funciona o Centro de Saúde do Bonfim é ultrapassar as marcas e revelar uma total falta de honestidade intelectual.